‘Lula é um dos nossos nomes para 2022, não tenho dúvidas disso’, afirma Gleise Hoffmann


A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), a deputada federal Gleisi Hoffmann, concedeu uma entrevista ao blog Universa na qual revelou que, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tiver condições, será o candidato da sigla nas eleições de 2022. Para ela, “não construímos lideranças de uma hora para outra”, e Fernando Haddad é o nome reserva.

“Nós temos a figura do Lula, e apostamos muito que ele saia da prisão (até as eleições de 2022), porque é injusta e ilegal. O Lula é uma grande liderança do partido, e tendo condições de disputar, não teria dúvidas de que o PT disputaria com ele. Obviamente, se isso não acontecer, tem o nome forte no partido que é o do Fernando Haddad, que já foi nosso candidato a presidente (nas eleições de 2018). Não formamos candidatos e não construímos lideranças de uma hora para outra. Obviamente, ele é um dos nossos nomes para 2022, não tenho dúvidas disso. Mas está muito cedo para discutir a eleição de 2022”, disse Gleisi.

Na entrevista, Gleisi Hoffmann ao ser questionada sobre o atual presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) se referiu a ele como “ser folclórico” e “bandido”, mas apontou que “talvez o 13º do Bolsa Família” seja um exemplo de algo positivo de sua gestão: “Não vejo nada de bom no governo Bolsonaro. Mesmo fazendo todo esforço, não vi uma ação sequer, uma ação que pudesse ser boa. Uma, talvez: o décimo terceiro do Bolsa Família que ele fez por proselitismo e depois retirou o reajuste da inflação do Bolsa Família. Ou seja deu com uma mão e tirou com a outra, fez apenas uma compensação orçamentária”.

Sobre as eleições para a presidência do PT, previstas para novembro deste ano, a deputada federal disse que irá concorrer a reeleição e que quer permanecer no cargo, mesmo enfrentando a rejeição de alas do partido: “Há setores do partido que acharam que tinha que ter um tom abaixo. Cada um colabora com a política e com o partido dentro do seu estilo. Acredito que se eu agisse diferente, não seria eu e não daria minha contribuição para política como eu acho que estou dando”.