Sem uma perna, morador de rua que matou dois homens na Lagoa é levado à prisão


Autor de um crime brutal na Lagoa, no fim do mês passado, quando duas pessoas foram esfaqueadas e mortas, o morador de rua Plácido Corrêa Moura, de 44 anos, recebeu alta nesta quarta-feira do Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, onde estava desde o dia do fato, e foi encaminhado à Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Um fato chamou atenção durante a saída do esfaqueador da unidade de saúde: com os tiros que recebeu da polícia, ele acabou perdendo uma das pernas, e, na outra, precisou colocar pinos.

Na ocasião, no dia 28 de julho, Plácido estava cercado por policiais militares e homens do Corpo de Bombeiros — que prestavam socorro. Após matar João Feliz de Caravalho Napoli, de 35 anos, que havia acabado de parar o carro num sinal, a sangue frio, e sem qualquer motivo aparente, ele resolveu dar as facadas na segunda vítima, o personal trainer Marcelo Henrique Corrêa Reis, de 39 anos, que também morreu com os golpes de faca. Ele passava pelo local e tinha parado para prestar socorro a João. Os PMs, então, dispararam contra o morador de rua, atingindo-o nas duas pernas e de raspão na cabeça. Outras três pessoas — dois PMs e um bombeiro — também foram baleadas na ação, mas não se feriram gravemente. A Secretaria de Estado de Polícia Militar abriu uma sindicância e investiga se houve equívoco na abordagem dos PMs.

João e Marcelo foram esfaqueados por Plácido, no fim do mês passado
João e Marcelo foram esfaqueados por Plácido, no fim do mês passado Foto: Reprodução

“Caubói”, como Plácido também é conhecido nas ruas, possui histórico de distúrbios e, de acordo com outras pessoas em situação de rua, que o conheciam de longa data, havia sido expulso há cerca de um ano da área do viaduto Saint Hilaire, onde tudo aconteceu, exatamente por conta de sua conduta.

Plácido está preso preventivamente, e, por ter ficado internado até esta quarta, ainda não passou por uma audiência de custódia, quando a Justiça decidirá se ele permanecerá preso de forma definitiva ou não.