Baixada Fluminense recebe contêiner frigorífico para armazenar corpos de vítimas e cemitérios passam por desinfecção

Destino final para algumas das 97 vítimas que morreram e foram sepultadas durante a pandemia de coronavírus na Baixada Fluminense conforme números atualizados na quinta-feira pela Secretaria estadual de Saúde, os cemitérios da região passaram a receber cuidados para evitar a disseminação da doença. Em Nilópolis e Mesquita, já estão sendo higienizadas com produtos químicos, áreas comuns, como capelas, salas de velório, recepção e até banheiros. Em Duque de Caxias, município que somava 40 mortes, a prevenção passa, além da limpeza, pelo uso de um contêiner com câmara frigorífica. Instalado ao lado do Instituto Médico Legal da cidade, ele é utilizado para conservar corpos de mortos com suspeita de Covid-19 até que os cadáveres sejam retirados para os respectivos enterros.

Em Nilópolis, a desinfecção de cemitérios começou a ser feita na última quinzena de março. No município, homens da Defesa Civil e de uma equipe de dedetização são os responsáveis pela aplicação de quaternário de amônia de quinta geração nas dependências do Cemitério de Olinda. Para aplicar o produto, usam roupas especiais e máscaras. Segundo o município, a substância age como uma película responsável por eliminar micro-organismos.

Mais mortes

Estatísticas do portal da transparência de registros cartorários revelam que, em março, 1.969 atestados de óbito foram emitidos nos 13 municípios da Baixada Fluminense, contra 1.928 do mesmo período do ano passado. Ainda não se sabe se as mortes registradas por Covid-19 na região (97, segundo o boletim da Secretaria estadual de Saúde de quarta-feira) apresentaram algum reflexo neste aumento.

Isoladamente, Nova Iguaçu teve um acréscimo de 24% na emissão de atestados de óbito no período comparado. A cidade tinha até anteontem 18 mortes por coronavírus. Itaguaí, onde três pessoas morreram por conta doença até quarta, teve um acréscimo de 38%. Em Mesquita, o salto na expedição de atestados de óbito foi de 28%. Já em Duque de Caxias, segundo a concessionária AG-R, em março último, foi registrado um aumento de 37% no número de sepultamentos em comparação com o mesmo período de 2019.